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História da Questão Criminal

A Cabeça de Antônio Conselheiro: capítulo (ou capitulação) da antropologia criminal brasileira

 Por Hugo Leonardo Rodrigues Santos

Antônio-Conselheiro-1Desenterraram-no cuidadosamente. Dádiva preciosa – único prêmio, únicos despojos opimos de tal guerra! – faziam-se mister os máximos resguardos para que não se desarticulasse ou deformasse, reduzindo-se a uma massa angulhenta de tecidos decompostos (…) Restituíram-no à cova. Pensaram, porém, depois, em guardar a sua cabeça tantas vezes maldita – e como f malbaratar o tempo exumando-o de novo, uma faca jeitosamente brandida, naquela mesma atitude, cortou-lha; e a face horrenda, empastada de escaras e de sânie, apareceu ainda uma vez ante aqueles triunfadores (…)[1]

A partir do fim do século XIX, os conceitos penais no Brasil foram profundamente marcados pelo positivismo criminológico italiano. A nuova scola assumiu uma metodologia que destacava o empirismo e a negação da metafísica. Como consequência desse novo paradigma, o foco da compreensão criminal passou a ser o estudo do criminoso, e não do delito como instituto jurídico abstrato. Esse novo método baseado nessas medições e tipologias ficou conhecido por antropologia criminal.

Como prova de suas afirmações científicas, Lombroso, principal representante do positivismo italiano, deu enorme importância às medições de crânios de delinquentes[2]. Pretendia demonstrar que a frenologia (craniometria) era um método seguro para a constatação de que o delinquente não seria igual aos demais indivíduos, e sim uma classe diferenciada de ser humano. Deu tanta atenção ao tema, que dedicou a ele um capítulo inteiro de seu famoso trabalho[3].

No entanto, a tese era controversa. Nesse sentido, veja-se um episódio acontecido por ocasião dos preparativos do Segundo Congresso de Antropologia Criminal, em Paris, no ano de 1889, no qual vários dos eminentes pensadores da criminologia de então discutiram a respeito do crânio de Charlotte Corday, criminosa famosa à época, conhecida por anjo do crime. Lombroso, ao analisar as suas características, deu a entender que se tratava de um exemplar indicativo de criminoso nato, pois “trata-se de anomalias patológicas e não de anomalias individuais[4].

A polêmica sobre o crânio ainda iria se prolongar por mais alguns meses, com a publicação de artigos científicos por parte de Lombroso, Topinard e Benedikt, defendendo suas posições. Ocorre que, como ficou comprovado posteriormente, havia ocorrido um equívoco quando da exposição do crânio, pois ele, de fato, não era o da assassina famigerada. Isso repercutiu rapidamente em todo o meio acadêmico, pondo em xeque os ensinamentos dos positivistas, e trazendo dúvidas sobre a capacidade de averiguar o comportamento delitivo por meio do exame cranial. Tal celeuma significava duvidar do próprio método de investigação do positivismo criminológico.

A recepção das ideias positivistas no Brasil já foi objeto de vários estudos[5]. A doutrina jurídico-penal, quase que inteiramente, se voltou para o estudo do positivismo italiano, sendo que a maior parte dos autores brasileiros defendeu a nova concepção[6]. A Escola do Recife, naquele momento, exercia papel de grande importância, como disseminadora do pensamento moderno, muito embora não se possa dizer que tenha havido a adesão irrestrita de todos os seus membros ao positivismo. Por exemplo, Tobias Barreto, principal lente da Escola do Recife, assumiu uma posição moderada, com relação ao novo pensamento, pois não concordou integralmente com a ideia de determinismo do comportamento humano (tão característica do positivismo criminológico).

De outro lado desse embate situou-se Nina Rodrigues, que, concordando com o determinismo apregoado pelo positivismo italiano, criticou severamente a opinião de Tobias Barreto[7]. Esse médico maranhense, radicado na Bahia, foi o mais destacado entre os estudiosos da antropologia criminal no Brasil. De fato, sua importância foi tão grande que os seus seguidores, reunidos em torno de seus ensinamentos, denominavam-se adeptos da Escola Nina Rodrigues[8].

É nítida a influência das ideias lombrosianas na obra de Nina Rodrigues. Chegou mesmo a lhe homenagear, com uma dedicatória em um de seus principais trabalhos[9]. Por sua vez, o italiano também conhecia sua obra, e a admirava. Chegou até mesmo a classificar Nina Rodrigues como apóstolo da antropologia criminal no novo mundo[10].

Como bem observado por Afrânio Peixoto, Nina Rodrigues destacou-se por suas preocupações científicas terem como objeto os problemas brasileiros. Utilizou as teses positivistas para tentar compreender as mazelas típicas de nosso país, como doenças tropicais, além de outros temas, como a questão das raças que formaram o Brasil (interessou-se particularmente sobre a herança cultural africana[11]) e a miscigenação. Aliás, essa sua originalidade, aliada à qualidade de suas pesquisas, fizeram com que se tornasse tão conhecido na Europa[12]. Nesse sentido, e seguindo os passos de Lombroso, várias análises craniais de criminosos brasileiros foram realizadas por Nina Rodrigues, no afã de explicar as causas dos comportamentos delitivos. Fez, por exemplo, observações no crânio de Lucas da feira, um negro, ex-escravo fugido, que era bem conhecido na época por seu comportamento extremamente violento. Também teceu comentários sobre crânios de menores delinquentes[13].

Ora, por ter dado tamanha atenção às questões brasileiras, não poderia o médico maranhense descuidar de um dos temas mais comentados de sua época, o conflito de Canudos. E é nesse particular que se destaca sua originalidade, por ter divergido bastante da ênfase dada por Lombroso à craniometria (frenologia) como técnica de investigação do comportamento criminoso. Como adepto do ideário positivista, Nina Rodrigues procurou explicar a criminalidade em nossas terras por meio de uma característica tipicamente brasileira, a miscigenação. Em sua visão, a distribuição racial no Brasil influenciaria as práticas delitivas. Por isso, “(…) em decorrência da constatação científica da inferioridade da raça negra, o processo civilizacional brasileiro não poderia deixar de enfrentar dificuldades por causa da existência de uma considerável população negra em nosso país”[14]. Pelo mesmo motivo, defendeu a existência de um código penal para cada uma das raças brasileiras[15]. Essa visão positivista também influenciou Euclides da Cunha, principal comentador da guerra de Canudos[16]. Por isso, em sua obra Os sertões, nota-se claramente a adesão ao positivismo naturalista.

Seria possível, então, compreender Canudos por meio da investigação do seu principal líder, Antônio Conselheiro. Conforme a visão positivista, Conselheiro seria um documento raro de atavismo[17]. Um antropologista que o analisasse, o apontaria “(…) como fenômeno de incompatibilidade com as exigências superiores da civilização – um anacronismo palmar, a revivescência de atributos psíquicos remotíssimos”[18]. Ele seria o grande vetor da loucura epidêmica de Canudos.

Vários traços da vida de Conselheiro foram destacados, para tentar compreender seu comportamento fanático. Primeiramente, seus antecedentes familiares, vez que era de um clã (Maciel) envolvido em lutas sangrentas com outra família do interior do Ceará. Sua infância e, principalmente, seu casamento frustrado também foram muito comentados. Seu misticismo arcaico e radical. Sobretudo, o fato de que Conselheiro era um mestiço. Ora, a mistura de raças era entendida como prejudicial, pois o mestiço “é, quase sempre, um desequilibrado (…) o desequilíbrio nervoso, em tal caso, é incurável: não há terapêutica para este embater de tendências antagonistas, de raças repentinamente aproximadas, fundidas num organismo isolado”[19].

Por isso, era natural esperar que o crânio de Antônio Conselheiro servisse como prova irrefutável das teses positivistas de então. Nesse sentido, tendo se encerrado o combate, o corpo de Antônio Conselheiro foi localizado, e sua cabeça, guardada cuidadosamente (ver o relato de Euclides da Cunha, na epígrafe), como prova do fim da guerra, e também para que pudesse ser submetida à opinião dos cientistas da época. Ninguém seria melhor que Nina Rodrigues para atestar a anormalidade de tal crânio, que seria o indicador da morbidade atávica do fanático. Assim, o crânio do beato foi enviado para Salvador, onde seria cuidadosamente observado pelo principal professor da Faculdade de medicina da Bahia, além de fundador da medicina legal no Brasil, Nina Rodrigues[20]. Tal análise cuidadosa resultou em um estudo clássico, postumamente publicado, intitulado As Collectividades anormaes, no qual surpreendentemente afirmou que “o craneo de Antonio Conselheiro ‘não apresentava nenhuma anomalia que denunciasse traços de degenerescência’: é um craneo de mestiço onde se associam caracteres anthropologicos de raças diferentes”, e conclui, em definitivo, emendando que “é pois um craneo normal”[21].

Com isso, queremos indicar um traço particularmente notável da obra de Nina Rodrigues. Muito embora nunca tenha se afastado da doutrina positivista, contribuiu enormemente para a consideração de aspectos sociais e psíquicos na causação dos delitos, em detrimento de traços biológicos e/ou hereditários. Dessa forma, aproximou-se de uma concepção positivista mais coerente com as ideias de Ferri que as de Lombroso, enfocando a importância da sociologia do crime. Isso é admirável, ainda mais levando-se em consideração sua formação de médico, a qual, por óbvio, naturalmente faria com que se inclinasse para aquelas explicações de cunho biologicista.

Nesse sentido, Artur Ramos observou que Nina Rodrigues, surpreso por não ter encontrado traços de degenerescência após fazer o exame antropométrico em Antônio Conselheiro e Lucas da feira, foi levado a pesquisar as causas sociais e psicológicas que provocaram o comportamento antissocial do beato[22]. Sobre o fato, ensina que Nina Rodrigues “destaca o papel do ambiente social na eclosão da epidemia mystica, assignalando os factores sociológicos, como o advento da República, os conflitos de concepção política, as luctas feudaes nos sertões, etc. no primeiro plano das causas deflagradoras daquele fenômeno”[23]. Também Mariza Corrêa aponta esse dado relevante da obra de Nina Rodrigues, que passara quase despercebido para muitos de seus estudiosos. Os exames periciais realizados em criminosos pobres, ou que cometiam atos de grande violência (homicídios ou estupros, por exemplo), demonstravam uma aparente normalidade. “É aí que a sua argumentação vai se apoiar cada vez menos nos sinais físicos da doença e cada vez mais numa análise das relações sociais do examinado”[24].

Isso denota a honestidade intelectual de Nina Rodrigues. Como era uma das poucas vozes científicas avalizadas no Brasil, à época, poderia ter insistido em trilhar os caminhos consensuais, mas muitas vezes incertos[25], de Lombroso e outros mestres. Em vez disso, ao verificar inconsistências nas teses de Lombroso, com relação às perícias que realizava, buscou outras explicações para a violência, chegando às causas psíquicas e sociais.

Por isso, abriu caminho para uma ciência social brasileira de caráter culturalista, e mais desapegada dos cânones positivistas do século XIX (e cujo exemplo mais marcante, no século seguinte, seria a obra de Gilberto Freire). Além disso, possibilitou estudos posteriores dos conflitos messiânicos nordestinos, os quais partiam de uma ótica eminentemente social[26]. Nina Rodrigues foi, portanto, um médico excêntrico, que se afastou de uma análise exclusivamente antropométrica e contribuiu definitivamente para a consideração de aspectos sociológicos e psicológicos, como causas da criminalidade. Considerando o contexto sociopolítico em que escreveu sua obra, isso não é um avanço pequeno.


Referências Bibliográficas

ALVES, Henrique L. Nina Rodrigues e o negro do Brasil. São Paulo: Associação Cultural do Negro, [s.d.].

BACIGALUPO, Enrique. La influencia del pensamento de Cesare Lombroso en España y Latinoamerica. PICOTTI, Lorenzo; ZANUSO, Francesca (Orgs.). L’antropologia criminale di Cesare Lombroso dall’ottocento al dibattito filosofico-penale contemporaneo. Napoli: Edizioni scientifiche italiane, 2011.

CASTIGLIONE, Teodolindo. Lombroso perante a criminologia contemporânea. São Paulo: Saraiva, 1962.

CORRÊA, Mariza. As ilusões da liberdade. Bragança Paulista: Edusf, 1998.

CUNHA, Euclides da. Os sertões. São Paulo: Nova Cultural, 2003.

DARMON, Pierre. Médicos e assassinos na belle époque. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.

FACÓ, Rui. Cangaceiros e fanáticos. 5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.

FREITAS, Ricardo de Brito A. P. As razões do positivismo penal no Brasil. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2002.

______. Condenados à civilização: o positivismo naturalista no alvorecer da República. BRANDÃO, Cláudio et al. História do direito e do pensamento jurídico em perspectiva. São Paulo: Atlas, 2012.

LOMBROSO, Cesare. L’uomo delinquente: studio in rapporto all’antropologia, ala medicina legale ed ala discipline carcerarie. Bologna: Il Mulino, 2011.

PEIXOTO, Afrânio. Prefácio. RODRIGUES, Nina. As raças humanas e a responsabilidade penal no Brasil. Salvador: Livraria Progresso, 1957.

RAMOS, Artur. Prefácio. RODRIGUES, Nina. As collectividades anormaes. Rio de janeiro: Civilização brasileira, 1939.

RIBEIRO, Marcos A. P. A morte de Nina Rodrigues e suas repercussões. Afro-Ásia, n. 16. Salvador: Centro de estudos Afro-orientais, 1995.

RODRIGUES, Nina. As collectividades anormaes. Rio de janeiro: Civilização brasileira, 1939.

______. As raças humanas e a responsabilidade penal no Brasil. Salvador: Livraria Progresso, 1957.


[1] CUNHA, Euclides da. Os sertões. São Paulo: Nova Cultural, 2003. p. 360.

[2] DARMON, Pierre. Médicos e assassinos na belle époque. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991. p. 16.

[3] LOMBROSO, Cesare. L’uomo delinquente: studio in rapporto all’antropologia, ala medicina legale ed ala discipline carcerarie. Bologna: Il Mulino, 2011. p. 43 e ss.

[4] DARMON, Pierre. Médicos e assassinos… p. 16.

[5] Por todos: FREITAS, Ricardo de Brito A. P. As razões do positivismo penal no Brasil. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2002.

[6] Para mais informações sobre alguns desses autores, vide CASTIGLIONE, Teodolindo. Lombroso perante a criminologia contemporânea. São Paulo: Saraiva, 1962, p. 269-290.

[7] RODRIGUES, Nina. As raças humanas e a responsabilidade penal no Brasil. Salvador: Livraria Progresso, 1957. p. 51.

[8] CORRÊA, Mariza. As ilusões da liberdade. Bragança Paulista: Edusf, 1998. p. 13-14.

[9] RODRIGUES, Nina. As raças humanas… p.21.

[10] Em dedicatória de um livro de Lombroso, conforme relatado em RIBEIRO, Marcos A. P. A morte de Nina Rodrigues e suas repercussões. Afro-Ásia, n. 16. Salvador: Centro de estudos Afro-orientais, 1995, p. 64.

[11] Sobre o tema, vide ALVES, Henrique L. Nina Rodrigues e o negro do Brasil. São Paulo: Associação Cultural do Negro, [s.d.].

[12] PEIXOTO, Afrânio. Prefácio. RODRIGUES, Nina. As raças humanas… p. 10.

[13] RODRIGUES, Nina. As raças humanas… p. 189 e ss. Assim, não tem razão Enrique Bacigalupo, por ter afirmado que não foram realizadas na América Latina novas investigações para confirmar o caráter atávico dos delinquentes, mediante considerações antropomórficas e antropométricas (BACIGALUPO, Enrique. La influencia del pensamento de Cesare Lombroso en España y Latinoamerica. PICOTTI, Lorenzo; ZANUSO, Francesca (Orgs.). L’antropologia criminale di Cesare Lombroso dall’ottocento al dibattito filosofico-penale contemporaneo. Napoli: Edizioni scientifiche italiane, 2011, p. 161).

[14] FREITAS, Ricardo de Brito. Condenados à civilização: o positivismo naturalista no alvorecer da República. BRANDÃO, Cláudio et al. História do direito e do pensamento jurídico em perspectiva. São Paulo: Atlas, 2012, p. 367.

[15] RODRIGUES, Nina. As raças humanas… passim.

[16] FREITAS, Ricardo de Brito. Condenados à civilização… p. 369. ALVES, Henrique L. Nina Rodrigues e o negro do Brasil… p. 23-26.

[17] CUNHA, Euclides da. Os sertões… p. 97.

[18] CUNHA, Euclides da. Os sertões… p. 97.

[19] CUNHA, Euclides da. Os sertões… p. 73.

[20] “Com o fim de impedir o desenvolvimento desta fé, como também para impedir a crença na fuga de Antônio Conselheiro, as autoridades exhumaram seu cadáver para estabelecerem sua identidade e procederem á autopsia. A cabeça foi separada, sendo-me o craneo oferecido pelo medico chefe da expedição, o major Dr. Miranda Curio. Encontra-se actualmente no laboratório de medicina legal da Bahia” (RODRIGUES, Nina. As collectividades anormaes. Rio de janeiro: Civilização brasileira, 1939, p. 131).

[21] RODRIGUES, Nina. As collectividades anormaes… p. 131 e 133, os grifos são nossos.

[22] RAMOS, Artur. Prefácio. RODRIGUES, Nina. As collectividades anormaes. Rio de janeiro: Civilização brasileira, 1939, p. 14.

[23] RAMOS, Artur. Prefácio… p. 13.

[24] CORRÊA, Mariza. As ilusões da liberdade… p. 142.

[25] Ver o episódio relacionado à análise do crânio de Charlotte Corday, já referido no texto.

[26] Por exemplo: FACÓ, Rui. Cangaceiros e fanáticos. 5. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.


Hugo Leonardo Rodrigues Santos é Colaborador do Grupo Gabano de Criminologia (GCrim).  Doutorando e Mestre em Direito Penal pela UFPE; Pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela ESMAPE; Professor de Direito Penal e Criminologia em cursos de Graduação e Pós-graduação em Direito em Maceió (AL); Membro da Associação Internacional de Direito Penal (AIDP) e Coordenador estadual do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) em Alagoas. E-mail: hugoleosantos@yahoo.com.br.


Informações Bibliográficas

SANTOS, Hugo Leonardo Rodrigues. A Cabeça de Antônio Conselheiro: capítulo (ou capitulação) da antropologia criminal brasileira. InCriminologia Cabana, Belém, set., 2015. Disponível em: <https://criminologiacabana.com/2015/09/16/a-cabeca-de-antonio-conselheiro-capitulo-ou-capitulacao-da-antropologia-criminal-brasileira/>. Acesso em [dd.mm.aa].

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